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Ativos de rede (Entenda) PDF Imprimir E-mail
Por Paulo Carvalho   
Conheça os termos que circulam no meio da conectividade de redes...
1. Chaveador
Permite comandar diversos PCs com apenas um teclado, monitor e mouse, alterna entre os PCs com um simples toque de um botão.

2. Conversor de mídia
Em Redes de Computadores tem a função de conversão de mídias, por exemplo, cabo Par Trançado (UTP) para Fibra Óptica (Multi-Modo). Esse equipamento caracteriza-se por necessitar de uma fonte de alimentação interna ou externa.

3. Gateways
Um Gateway é uma máquina intermediária geralmente destinada a interligar redes, separar domínios de colisão, ou mesmo traduzir protocolos. Exemplos de gateway podem ser os roteadores e firewalls, já que ambos servem de intermediários entre o utilizador e a rede. Um Proxy também pode ser interpretado como um gateway.
O gateway tem acesso ao exterior por meio de linhas de transmissão de maior débito, para que não constitua um estrangulamento entre a rede exterior e a rede local. E, assim, estará dotado também de medidas de segurança contra invasões externas, como a utilização de protocolos codificados.
Cabe ao gateway traduzir e adaptar os pacotes originários da rede local para que estes possam atingir o destinatário, mas também traduzir as respostas e devolvê-las ao par local da comunicação. Assim, é freqüente a utilização de protocolos de tradução de endereços, como o NAT que é uma das implementações de gateway mais simples.
O gateway opera em camadas baixas do Modelo OSI e que não pode interpretar os dados entre aplicações. No entanto, por meio do uso de heurísticas e outros métodos de detecção de ataques, o gateway pode incorporar alguns mecanismos de defesa. Esta funcionalidade pode ser complementada com um firewall.

4. Placa de rede
Uma placa de rede é um dispositivo de hardware responsável pela comunicação entre os computadores em uma rede.
A placa de rede é o hardware que permite aos computadores conversarem entre si através da rede. Sua função é controlar todo o envio e recebimento de dados através da rede. Cada arquitetura de rede exige um tipo específico de placa de rede; sendo as arquiteturas mais comuns a rede em anel Token Ring e a tipo Ethernet.
Além da arquitetura usada, as placas de rede à venda no mercado diferenciam-se também pela taxa de transmissão, cabos de rede suportados e barramento utilizado (On-Board, PCI, ISA ou Externa via USB). As placas de rede para Notebooks podem ser on-board ou PCMCIA.
Quanto à taxa de transmissão, temos placas Ethernet de 10 Mbps / 100 Mbps / 1000 Mbps e placas Token Ring de 4 Mbps e 16 Mbps. Como vimos no trecho anterior, devemos utilizar cabos adequados à velocidade da placa de rede. Usando placas Ethernet de 10 Mbps, por exemplo, devemos utilizar cabos de par trançado de categoria 3 ou 5, ou então cabos coaxiais. Usando uma placa de 100 Mbps o requisito mínimo a nível de cabeamento são cabos de par trançado blindados nível 5. No caso de redes Token Ring, os requisitos são cabos de par trançado categoria 2 (recomendável o uso de cabos categoria 3) para placas de rede de 4 Mbps, e cabos de par trançado blindado categoria 4 para placas de 16 Mbps. Devido às exigências de uma topologia em estrela das redes Token Ring, nenhuma placa de rede Token Ring suporta o uso de cabos coaxiais.
Cabos diferentes exigem encaixes diferentes na placa de rede. O mais comum em placas Ethernet, é a existência de dois encaixes, uma para cabos de par trançado e outro para cabos coaxiais. Muitas placas mais antigas, também trazem encaixes para cabos coaxiais do tipo grosso (10Base5), conector com um encaixe bastante parecido com o conector para joysticks da placa de som. E também existem vários tipos.
Placas que trazem encaixes para mais de um tipo de cabo são chamadas placas combo. A existência de 2 ou 3 conectores serve apenas para assegurar a compatibilidade da placa com vários cabos de rede diferentes. Naturalmente, você só poderá utilizar um conector de cada vez.

5. Roteadores
Roteador (também chamado router) é um equipamento usado para fazer a comutação de protocolos, a comunicação entre diferentes redes de computadores provendo a comunicação entre computadores distantes entre si.
Roteadores são dispositivos que operam na camada 3 do modelo OSI de referência. A principal característica desses equipamentos é encaminhar os pacotes para o melhor caminho disponível para um determinado destino.
Os roteadores iniciam e fazem a manutenção de tabelas de rotas executando processos e protocolos de atualização de rotas, especificando os endereços e domínios de roteamento, atribuindo e controlando métricas de roteamento. O administrador pode fazer a configuração estática das rotas para a propagação dos pacotes ou através de processos dinâmicos executando nas redes.
Os roteadores passam adiante os pacotes baseando-se nas informações contidas na tabela de roteamento. O problema da configuração das rotas estáticas é que, toda vez que houver alteração na rede que possa vir a afetar essa rota, o administrador deve refazer a configuração manualmente. Já o conhecimento de rotas dinâmicas são diferentes. Depois que o administrador fizer a configuração através de comandos para iniciar o roteamento dinâmico, o conhecimento das rotas será automaticamente atualizado sempre que novas informações forem recebidas através da rede. Essa atualização é feita através da troca de conhecimento entre os roteadores da rede.
Roteadores modernos de grande porte assemelham-se a centrais telefônicas, cujas tecnologias atualmente estão sendo convergidas, e que no futuro os roteadores podem até mesmo substituir por completo.
Um roteador que conecta um cliente à Internet é chamado roteador de ponta. Um roteador que serve exclusivamente para transmitir dados entre outros roteadores (por exemplo, em um provedor de acesso) é chamado um roteador núcleo. Um roteador é usado normalmente para conectar pelo menos duas redes de computadores, mas existe uma variação especial usada para encaminhar pacotes em uma VLAN. Nesse caso, todos os pontos de rede conectados pertencem à mesma rede.

6. Switches
O hub ou switch serve como um ponto central, permitindo que todos os pontos se comuniquem entre si. Todas as placas de rede são ligadas ao hub ou switch e é possível ligar vários hubs ou switches entre si (até um máximo de 7), caso necessário.
A diferença entre os hubs e switches é que o hub apenas retransmite tudo o que recebe para todos os micros conectados a ele, como se fosse um espelho. Isso significa que apenas um micro pode transmitir dados de cada vez e que todas as placas precisam operar na mesma velocidade, que é sempre nivelada por baixo. Caso você coloque um micro com uma placa de 10 megabits na rede, a rede toda passará a trabalhar a 10 megabits.
Os switches por sua vez são aparelhos muito mais inteligentes. Eles fecham canais exclusivos de comunicação entre o micro que está enviando dados e o que está recebendo, permitindo que vários pares de micros troquem dados entre si ao mesmo tempo. Isso melhora bastante a velocidade em redes congestionadas, com muitos micros. Outra vantagem dos switches é que eles permitem o uso do modo full-duplex, onde é possível enviar e receber dados simultaneamente. Isso permite que os micros disponham de 100 ou 1000 megabits em cada sentido, agilizando as transmissões.
Um switch pode operar de quatro formas. No sistema cut-through o switch inicia a retransmissão dos frames imediatamente após receber os headers. Nesse modo o switch não faz nenhum tipo de verificação no frame, simplesmente o retransmite da forma como os dados foram recebidos. No modo store-and-forward o switch armazena o pacote na memória, realiza algumas verificações básicas e só então envia o pacote ao destinatário, descartando pacotes inválidos e solicitando a retransmissão de pacotes corrompidos.
A vantagem do modo cut-through é a baixa latência, já que o switch executa muito pouco processamento e vai retransmitindo os dados do pacote conforme eles são recebidos. Entretanto, além da questão da estabilidade e melhor uso da banda da rede, o modo store-and-forward oferece uma vantagem importante, que é o fato de permitir que as portas do switch trabalhem a diferentes velocidades, sem precisar reduzir a taxa de transmissão da porta mais rápida, limitando-a à da porta mais lenta.
Uma terceira tecnologia é a adaptative cut-through, disponível em modelos mais recentes. Nesse modo, o switch opera inicialmente em modo cut-through (para minimizar a latência), mas passa automaticamente a operar em modo store-and-forward caso detecte um grande volume de frames inválidos ou corrompidos, ou caso precise transmitir frames entre duas portas operando a diferentes velocidades (100 e 1000, por exemplo). No caso dos switches adaptative cut-through gerenciáveis, é possível também forçar um dos dois modos de operação.
Hoje em dia, o modo de operação do switch é mais uma opção de design do que uma diferença prática, pois em redes de 100 e 1000 megabits o tempo de latência é sempre muito baixo, independentemente do modo de operação. A maioria dos switches gigabit atuais operam com tempos de latência inferiores a 20 microsegundos (0.02 ms), o que é uma necessidade, já que um switch lento não conseguiria encaminhar 1 gigabit de dados por segundo em primeiro lugar.

PASSIVOS

1. Cabos LAN

CM - Os cabos internos metálicos com classificação de retardância à chama CM são indicados para aplicação em tubulações com muita ocupação, em locais sem fluxo de ar forçado, em instalações em um mesmo ambiente ou em locais com condições de propagação de fogo similares a estas.
CMX - Os cabos internos metálicos com classificação de retardância à chama CMX são indicados para aplicações em tubulações metálicas onde não exista concentração de cabos nem fluxo de ar forçado, e onde a região exposta não seja superior a 3m de comprimento, devendo sua maior dimensão transversal ser menor que 6,4mm.
CMR - Cabo metálico para instalação vertical, em instalações nas quais os cabos ultrapassem mais de um andar, locais sem fluxo de ar forçado, em tubulações com pouca ocupação, em locais com condições de propagação de fogo similares a estas. Análise de propagação vertical UL 1666
LSZH - Cabo de baixa emissão de fumaça e livre de halogênios - Low smoke and zero halogen. Os cabos são indicados para aplicações em caminhos e espaços horizontais e verticais, onde não há fluxo de ar forçado, ou em locais com condições de propagação de fogo similares a estas, em áreas onde se constata grande afluência de público. Análise quanto à propagação vertical da chama, densidade de fumaça IEC 61034-1 e 2, toxidez dos gases, NBR 12139.
Categoria 5 - Os cabos de categoria 5 são o requisito mínimo para redes 100BASE-TX e 1000BASE-T, que são, respectivamente, os padrões de rede de 100 e 1000 megabits usados atualmente. Os cabos cat 5 seguem padrões de fabricação muito mais estritos e suportam freqüências de até 100 MHz, o que representa um grande salto em relação aos cabos cat 3.
Apesar disso, é muito raro encontrar cabos cat 5 à venda atualmente, pois eles foram substituídos pelos cabos categoria 5e (o "e" vem de "enhanced"), uma versão aperfeiçoada do padrão, com normas mais estritas, desenvolvidas de forma a reduzir a interferência entre os cabos e a perda de sinal, o que ajuda em cabos mais longos, perto dos 100 metros permitidos.
Os cabos cat 5e devem suportar os mesmos 100 MHz dos cabos cat 5, mas este valor é uma especificação mínima e não um número exato. Nada impede que fabricantes produzam cabos acima do padrão, certificando-os para freqüências mais elevadas. Com isso, não é difícil encontrar no mercado cabos cat 5e certificados para 110 MHz, 125 MHz ou mesmo 155 MHz, embora na prática isso não faça muita diferença, já que os 100 MHz são suficientes para as redes 100BASE-TX e 1000BASE-T.
Cabo cat 5E, certificado para o padrão EIA-568-B - Os cabos 5e são os mais comuns atualmente, mas eles estão em processo de substituição pelos cabos categoria 6 e categoria 6a, que podem ser usados em redes de 10 gigabits.
Categoria 6 - Esta categoria de cabos foi originalmente desenvolvida para ser usada no padrão Gigabit Ethernet, mas com o desenvolvimento do padrão para cabos categoria 5 sua adoção acabou sendo retardada, já que, embora os cabos categoria 6 ofereçam uma qualidade superior, o alcance continua sendo de apenas 100 metros, de forma que, embora a melhor qualidade dos cabos cat 6 seja sempre desejável, acaba não existindo muito ganho na prática.
Os cabos categoria 6 utilizam especificações ainda mais estritas que os de categoria 5e e suportam freqüências de até 250 MHz. Além de serem usados em substituição dos cabos cat 5 e 5e, eles podem ser usados em redes 10G, mas nesse caso o alcance é de apenas 55 metros.
Para permitir o uso de cabos de até 100 metros em redes 10G foi criada uma nova categoria de cabos, a categoria 6a ("a" de "augmented", ou ampliado). Eles suportam freqüências de até 500 MHz e utilizam um conjunto de medidas para reduzir a perda de sinal e tornar o cabo mais resistente a interferências.
Você vai encontrar muitas referências na web mencionando que os cabos cat 6a suportam freqüências de até 625 MHz, que foi o valor definido em uma especificação preliminar do 10GBASE-T. Mas, avanços no sistema de modulação permitiram reduzir a freqüência na versão final, chegando aos 500 MHz.
Uma das medidas para reduzir o crosstalk (interferências entre os pares de cabos) no cat 6a foi distanciá-los usando um separador. Isso aumentou a espessura dos cabos de 5.6 mm para 7.9 mm e tornou-os um pouco menos flexíveis. A diferença pode parecer pequena, mas ao juntar vários cabos ela se torna considerável:

2. Cabos Ópticos
Cabo que contém fibras ópticas. O número de fibras, em geral pode chegar a centenas. Os tipos de cabo óptico variam conforme a aplicação e o ambiente em que serão utilizados: interno, externo, enterrado, em dutos, submarino entre outros.

3. Cabos Telefônicos / Metálicos
Conjunto de pares de fios de cobre isolados individualmente por uma película de papel ou plástico, trançados entre si formando grupos independentes e protegidos por camadas de papel ou plástico helicoidalmente e com uma capa de alumínio ou chumbo externa revestida de polietileno, pelo qual são feitas as interligações entre centrais, assinantes ou central e assinantes.


CABLING

1. Conectores
Existem vários tipos de conectores de fibra óptica. O conector tem uma função importante, já que a fibra deve ficar perfeitamente alinhada para que o sinal luminoso possa ser transmitido sem grandes perdas.
Os quatro tipos de conector mais comuns são os LC, SC, ST e MT-RJ. Os conectores ST e SC eram os mais populares a até pouco tempo, mas os LC vêm crescendo bastante em popularidade e podem vir a se tornar o padrão dominante. Os conectores MT-RJ também têm crescido em popularidade devido ao seu formato compacto, mas ainda estão restritos a alguns nichos.
Como cada conector oferece algumas vantagens sobre os concorrentes e é apoiado por um conjunto diferente de empresas, a escolha recai sobre o conector usado pelos equipamentos que pretender usar. É possível inclusive utilizar conectores diferentes dos dois lados do cabo, usando conectores LC de um lado e conectores SC do outro, por exemplo.
O LC (Lucent Connector) é um conector miniaturizado que, como o nome sugere, foi originalmente desenvolvido pela Lucent. Ele vem crescendo bastante em popularidade, sobretudo para uso em fibras monomodo. Ele é o mais comumente usado em transceivers 10 Gigabit

2. Conector RJ-45
Nas redes de cabos UTP, a norma EIA/TIA padronizou o conector RJ-45 para a conectorização de cabos UTP. São conectores que apresentam uma extrema facilidade de manuseio, tempo reduzido na conectorização e confiabilidade, sendo que estes fatores influem diretamente no custo e na qualidade de uma instalação. Os conectores estão divididos em dois tipos: macho (plug) e fêmea (jack). O conector RJ-45 macho possui um padrão único no mercado, no que diz respeito ao tamanho, formato e em sua maior parte material, pois, existem vários fabricantes deste tipo de conector, portanto todos devem obedecer a um padrão para que qualquer conector RJ-45 macho de qualquer fabricante seja compatível com qualquer conector RJ-45 fêmea de qualquer fabricante. Já o conector RJ-45 fêmea pode sofrer algumas alterações com relação à sua parte externa.
Para a conectorização do cabo UTP, a norma EIA/TIA 568 A/B determina a pinagem e configuração. Esta norma é necessária para que haja uma padronização no mercado. Contudo, existem, no mercado, duas padronizações para a pinagem categoria 5, o padrão 568 A e 568 B, que diferem apenas nas cores de dois pares de condutores do cabo UTP.

3. Fibra óptica
Fibra óptica é um filamento de vidro ou de materiais poliméricos com capacidade de transmitir luz. Tal filamento pode apresentar diâmetros variáveis, dependendo da aplicação, indo desde diâmetros ínfimos, da ordem de micrômetros (mais finos que um fio de cabelo) até vários milímetros.
A transmissão da luz pela fibra segue um princípio único, independentemente do material usado ou da aplicação: é lançado um feixe de luz numa extremidade da fibra e, pelas características ópticas do meio (fibra), esse feixe percorre a fibra por meio de reflexões sucessivas.
A fibra possui no mínimo duas camadas: o núcleo e o revestimento. No núcleo, ocorre a transmissão da luz propriamente dita. A transmissão da luz dentro da fibra é possível graças a uma diferença de índice de refração entre o revestimento e o núcleo, sendo que o núcleo possui sempre um índice de refração mais elevado, característica que aliada ao ângulo de incidência do feixe de luz, possibilita o fenômeno da reflexão total.
As fibras ópticas são utilizadas como meio de transmissão de ondas eletromagnéticas (como a luz) uma vez que são transparentes e podem ser agrupadas em cabos. Estas fibras são feitas de plástico ou de vidro. O vidro é mais utilizado porque absorve menos as ondas eletromagnéticas. As ondas eletromagnéticas mais utilizadas são as correspondentes à gama da luz infravermelha.
O meio de transmissão por fibra óptica é chamado de "guiado", porque as ondas eletromagnéticas são "guiadas" na fibra, embora o meio transmita ondas unidirecionais, contrariamente à transmissão "sem-fio", cujo meio é chamado de "não-guiado". Mesmo confinada a um meio físico, a luz transmitida pela fibra óptica proporciona o alcance de taxas de transmissão (velocidades) elevadíssimas, da ordem de dez elevado à nona potência a dez elevado à décima potência, de bits por segundo, com baixa taxa de atenuação por quilômetro. Mas a velocidade de transmissão total possível ainda não foi alcançada pelas tecnologias existentes. Como a luz se propaga no interior de um meio físico, sofrendo ainda o fenômeno de reflexão, ela não consegue alcançar a velocidade de propagação no vácuo, que é de 300.000 km/segundo, sendo esta velocidade diminuída consideravelmente.
Cabos fibra óptica atravessam oceanos. Usar cabos para conectar dois continentes separados pelo oceano é um projeto monumental. É preciso instalar um cabo com milhares de quilômetros de extensão sob o mar, atravessando fossas e montanhas submarinas. Nos anos 80, tornou-se disponível, o primeiro cabo fibra óptica intercontinental desse tipo instalada em 1988, e tinha capacidade para 40.000 conversas telefônicas simultâneas, usando tecnologia digital. Desde então, a capacidade dos cabos aumentou. Alguns cabos que atravessam o oceano Atlântico têm capacidade para 200 milhões de circuitos telefônicos.
Para transmitir dados pela fibra óptica, é necessário um equipamento especial chamado infoduto, que contém um componente fotoemissor, que pode ser um diodo emissor de luz (LED) ou um diodo laser. O fotoemissor converte sinais elétricos em pulsos de luz que representam os valores digitais binários (0 e 1).
Vantagens
Em virtude das suas características, as fibras ópticas apresentam bastantes vantagens sobre os sistemas elétricos:
- Dimensões reduzidas;
- Capacidade para transportar grandes quantidades de informação (dezenas de milhares de conversações num par de Fibras);
- Atenuação muito baixa, que permite grandes espaçamentos entre repetidores, com distância entre repetidores superiores a algumas centenas de quilômetros;
- Imunidade às interferências eletromagnéticas;
- Matéria-prima muito abundante;
- Custo cada vez mais baixo.
Aplicações: Uma característica importante que torna a fibra óptica indispensável em muitas aplicações é o fato de não ser susceptível à interferência eletromagnética, pela razão de que não transmite pulsos elétricos, como ocorre com outros meios de transmissão que empregam os fios metálicos, como o cobre.

Tipos de fibras
As fibras ópticas podem ser basicamente de dois modos:
Monomodo
o Permite o uso de apenas um sinal de luz pela fibra
o Dimensões menores que as fibras ID
o Maior banda passante por ter menor dispersão
o Geralmente é usado laser como fonte de geração de sinal

Multimodo
o Permite o uso de fontes luminosas de baixa ocorrência tais como LEDs (mais baratas)
o Diâmetros grandes facilitam o acoplamento de fontes luminosas e requerem pouca precisão nos conectores
o Muito usado para curtas distâncias pelo preço e facilidade de implementação

- Caixa de Emenda Óptica
A Caixa de Emenda Óptica foi desenvolvida para proteger e abrigar emendas diretas ou derivadas de cabos ópticos com capacidade para até 72 fibras em redes aéreas ou subterrâneas. Permite a entrada de cabos com diâmetros entre 10 e 25 mm oferecendo uma capacidade de até 72 fibras para o cabo principal e de até 36 fibras para os cabos derivados. As fibras são abrigadas em bandejas especiais, cada uma com capacidade máxima de 24 emendas para fusão, e em função do seu sistema basculante permite um fácil manuseio e proteção dos cabos. Os elementos plásticos possuem características que conferem ao produto elevada resistência contra deterioração, quando expostos a períodos prolongados no meio ambiente, inclusive à ação de radiação ultravioleta (UV). Não necessita de ferramenta especial. Permite reserva de fibra com tubo ?loose? para recuperação em caso de perda da fibra.

- Cordão Óptico
Podem ser fornecidos com dupla fibra ou monofibra. O cordão óptico é montado com conectores em ambas extremidades com comprimentos padrão de 2,5m. Sua aplicação comum é a interligação de equipamentos ópticos.

- DIO
O DIO - Distribuidor Óptico tem a finalidade de acomodar e proteger todas conexões ópticas existentes, devendo ser dimensionado levando-se em consideração as diversas variáveis de um sistema com cabeamento estruturado óptico.
Além das funcionalidades em sua estrutura tais como: segurança e confiabilidade na fixação dos cabos ópticos, flexibilidade através de alternativas para a chegada dos cabos ópticos, performance respeitando os raios mínimos de curvatura dos cabos, cordões e pigtails ópticos, gerenciamento eficaz através do sistema de identificação das conexões ópticas, a escolha do DIO deve se basear em outros aspectos, como:
Aplicação - O primeiro passo é definir a aplicação desejada para o sistema de conexão óptica. Caso se opte, por exemplo, por aplicações do tipo FTTx é desejável que o DIO permita instalação de acessórios ópticos passivos tais como divisores (splitters). No caso de aplicações em Data Center é desejável que o DIO atenda a altas densidades ocupando o menor espaço possível nos racks com aplicação de tecnologias que possibilitem rapidez, flexibilidade e modularidade como o MPO.
Ambiente - É importante levantar a capacidade de fibras que o sistema óptico suportará, seja no momento presente ou no futuro, para possa se definir o dimensionamento do DIO, que se dará com base na baixa, média ou alta densidade de fibras ópticas da rede.
Topologia - Definir-se pela utilização de produtos que possibilitem emendas por fusão ou utilização de cabos terminados em fábrica ou em campo é outro aspecto muito importante.

- Extensão óptica
São cabos de fibra ópticas conectorizados, para o uso interno, com comprimento padrão de 2,5m. Podem ser fornecidos com dupla fibra ou monofibra. A extensão óptica recebe conector em apenas uma das extremidades e é utilizada para interligação de um cabo externo a um equipamento.

- Pig Tail
Pig Tail é um pequeno comprimento de fibra óptica, com um conector montado em uma das extremidades, usado para fazer a terminação de um cabo de fibra ótica por fusão ou cravação e a ligação ao equipamento ou Patch Panel.

4. Patch Cord
Patch Cord são cabos de manobra ou de interconexão usados em cabeamento estruturado no arranjo físico de conexão (crossconnect entre patch panels interconexão patch panel e switches) e/ou na área de trabalho para ligação entre equipamentos e tomada de rede. O Patch Cord 4 pares, conectorizado com plug RJ45, é parte integrante do canal de transmissão e tem que apresentar os melhores desempenhos possíveis a fim de garantir a performance do canal de ponta-a-ponta.

5. Patch Panel
Patch Panels são painéis de conexão utilizados para a manobra de interligação entre os pontos da rede e os equipamentos concentradores da rede. É constituído, de um painel frontal onde estão localizados os conectores RJ-45 fêmea e de uma parte traseira onde estão localizados os conectores que são do tipo "110 IDC". Os cabos de par trançado que chegam dos pontos da rede são conectorizados nesses conectores e, nos conectores RJ-45 fêmea são ligados os cabos pré-conectorizados com conectores RJ-45 macho (patch panels). Os cabos denominados patch panels fazem a ligação entre o concentrador e o painel (Patch Panel).
O Patch Panel tem a função de uma interface flexível, ou seja, através dele é possível alterar-se o lay out lógico dos pontos da rede. Além disso, os patch panels, juntamente com as tomadas providas de conectores RJ-45 fêmea, proporcionam à rede uma grande flexibilidade em termos de deslocamento de pontos e eventuais extensões da localização de pontos de rede. Por exemplo, através dos patch panels e tomadas é possível conectar-se os cabos pré-conectorizados aos equipamentos com o comprimento necessário, isto desde que o comprimento total do lance esteja dentro do permitido pela norma EIA/TIA. Portanto, verificamos que as tomadas e os patch panels são acessórios importantíssimos de um cabeamento estruturado.

6. Piso elevado
O piso elevado é um tipo de piso geralmente usado em Centro de Processamento de Dados e escritórios possibilitando assim a passagem de cabos de dados, voz e elétrica e às vezes o ar condicionado ou as tubulações de água.
A afixação das peças é feita como um forro (no teto), sendo que a peças são invertidas. Este tipo de assoalho consiste em uma estrutura geralmente de Pedra Ardósia com pedestais ajustáveis para sustentação dos painéis, geralmente os painéis são de 60×60cm de tamanho. A altura do chão original para os painéis é ditada pelo volume dos cabos e por outros serviços fornecidos, mas arranjados tipicamente para um afastamento mínimo de 15 cm. Porém já existe a possibilidade de se conseguir uma altura mínima de 7 cm, essa altura é permitida quando se utilizar o piso elevado de Termoplástico de engenharia fogo retardante, distribuídos em placas de 50x50cm, além de possibilitar maior aproveitamento da estrutura quando existe um pé direito baixo ele também não é fixado no chão é somente encaixado, o que possibilita uma mudança de layout constante, não tendo que ficar preso a estrutura. E possibilita o uso de uma série de revestimentos, como: fórmica, granito, carpete etc. A diferença do uso do piso de Termoplástico de Engenharia e os outros tipos de pisos elevados e que não é necessário o uso de calhas para a passagem dos cabos, pois ele utiliza uma tecnologia própria de cabeamento blindado o que impede que o cabo elétrico danifique os de dados e voz. Assim podendo fazer o seu caminho livremente lado a lado sob o piso elevado.
Muitos dos computadores modernos e das salas de equipamentos empregam um sistema de refrigeração de baixo do solo. O ar de refrigeração é bombeado sob o assoalho e dispersado para cima na sala através das telhas regularmente espaçadas do difusor ou através dos dutos dirigidos no equipamento específico. O sistema automático de proteção de chamas podem ser requeridos para a ventilação entre o chão e o piso elevado, e os sistemas adicionais da supressão podem ser instalados caso aconteça fogos nos pisos elevados.

7. Racks para servidores e acessórios
Os racks são estruturas muito utilizadas para o acondicionamento de equipamentos de redes de computadores, como hubs, roteadores, patch panels, etc. São, portanto, ideais para a fixação de equipamentos e acessórios que necessitam ser acondicionados e organizados adequadamente. Além disso, a configuração física de um rack facilita a fixação de cabos e acessórios que geralmente são difíceis de serem organizados e que também devem atender às necessidades do projeto quanto às medidas e partições, bem como às formas de fixação.
Podemos considerar dois tipos básicos de rack: o rack aberto que consiste em uma estrutura retangular fixada no piso, indicada para ambientes protegidos, livres de pó e com acesso restrito, e o rack fechado que possui porta com visor de vidro ou acrílico, que em função disto apresenta uma maior segurança e integridade para os equipamentos tendo inclusive a possibilidade de controle de circulação de ar interno, podendo ser fixado na parede ou no piso.
Devem ser avaliadas as necessidades de visualização, operação e manutenção de cada equipamento, lembrando que alguns equipamentos requerem espaços dentro e fora do rack. Deve-se determinar também o número de patch panels a serem instalados, sendo conveniente também dimensionar um organizador de cabos para cada patch panel previsto. A ventilação no interior do rack é muito importante. Recomenda-se, sempre que possível, o mínimo de 1U livre entre cada equipamento para garantir uma boa ventilação e troca de calor dos equipamentos ativos instalados no rack.

8. Rádios digitais
Através de rádios digitais o sinal é transmitido do provedor até a antena no endereço do cliente, normalmente instalada no local mais alto da edificação (terraço ou telhado), de onde sai o cabo de rede para a interligação ao computador.
A conexão ao computador é feita pela placa de rede ou entrada USB do mesmo.
- WIMAX O WIMAX é uma tecnologia wireless desenvolvida para oferecer acesso banda larga a distâncias típicas de 6 a 9 km. (WIMAX Tecnologia)
Uma das principais aplicações do WIMAX é a oferta de acessos banda larga a Internet, como alternativa ao ADSL. Ele foi desenvolvido visando aplicações fixas, nômades, portáteis e móveis.

Implantação do Wimax no Brasil
A maior parte das implantações de WIMAX no Brasil deve ocorrer na faixa de 3,5 GHz.
- Wireless Em uma rede wireless, o switch é substituído pelo ponto de acesso (access-point em inglês, comumente abreviado como "AP" ou "WAP", de "wireless access point"), que tem a mesma função central que o switch desempenha nas redes com fios: retransmitir os pacotes de dados, de forma que todos os micros da rede os recebam. A topologia é semelhante à das redes de par trançado, com o switch central substituído pelo ponto de acesso. A diferença é que são usados transmissores e antenas em vez de cabos.
Soluções indoor: alcance de até 150m
Soluções outdoor: os equipamentos utilizados são os mesmos que na rede interna mas se conectam a uma antena externa. Este tipo de conexão é utilizado em interligação de lans em alta velocidade sem custos fixos mensais.
- 2.4 e 5.8 GHz Freqüências não licenciadas, que não precisam pagar pelo uso do espectro.

9. Tomadas e Espelhos
Para a acomodação e fixação dos conectores RJ-45 fêmea descritos anteriormente, são necessários os acessórios de terminação que, no caso, são as tomadas e espelhos para redes locais, os quais fazem parte da lista de acessórios obrigatórios que compõe uma instalação estruturada.
As tomadas são caixas moldadas em plástico e salientes que acomodam e fixam os conectores RJ-45 fêmea que, geralmente, são utilizadas em locais onde as condições oferecidas pelo ambiente não são apropriadas para a instalação de uma infra-estrutura embutida, por exemplo, locais onde são utilizadas canaletas aparentes para a instalação de cabos, a instalação de tomadas seria a mais apropriada, além de proporcionar um bom acabamento.
Já, com relação aos espelhos, estes possuem a mesma função das tomadas, ou seja, também são utilizados para a acomodação e fixação dos conectores RJ-45 fêmea e, ao contrário das tomadas, estes são utilizados em instalações que ofereçam uma infra-estrutura embutida, onde estes espelhos possam ser fixados em caixas de embutir de tamanho padronizado. Como relação ao tamanho e formato, os espelhos possuem dimensões que atendem aos padrões 4"x2" e 4"x4", hoje muito utilizado no mercado.
Na tomada, é possível instalar-se dois conectores RJ-45 fêmea, proporcionando a interligação de até dois pontos de rede. Quanto aos espelhos, dispõem-se de dois tipos, duas e seis posições, sendo possível interligar-se até seis pontos de rede. Tanto as tomadas como os espelhos, possuem cores e formatos que proporcionam um ótimo acabamento em qualquer ambiente.
 
 
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